Os impostos
Conforme se pode ir deduzindo a finalidade da nossa
existência para quem desempenha cargos de governação só tem um fundamento:
Cobrança de impostos, deixamos de ser pessoas com vidas diferentes para sermos
um número fiscal.
Cobram impostos sobre o trabalho, o rendimento, a
casa, a utilização dos solos com a passagem de infraestruturas de eletricidade
e gás, sobre os esgotos e os resíduos sólidos, pagamos pelas energias
alternativas, a rádio e televisão, IA quando compramos o carro novo, imposto
sobre os combustíveis, imposto de circulação, propinas e taxas moderadoras, em
quase tudo isto e no resto temos que pagar o IVA.
Já pagamos
imposto sobre os próprios impostos
Se não forem suficientes os impostos para
satisfazer a máquina, cortam o subsídio de natal, o de férias, se não chegar
ainda cortam nos ordenados uma percentagem, apenas um dia ou um mês inteiro, se
não chegar cortam dois, aplicam uma taxa extraordinária de quatro por cento no
IRS.
Mas bondade das bondades anunciam nos telejornais
do nosso descontentamento que vão devolver meio por cento, vão devolver meio
dos quatro que vão confiscar.
No meio de tudo isto poderíamos pensar que todos
estes impostos resultariam em pagamento da divida ao exterior, acerto das
contas e principalmente, diminuição da despesa, mas não; o grande objetivo
estratégico deste governo ou de qualquer outro que dentro de dias os meses
teremos que suportar é unicamente o de voltar ao mercados para pedir dinheiro,
mais dinheiro emprestado para sustentarem o aparelho partidário, para se
sustentarem e aos amigos, sejam eles de uma tonalidade mais rosa ou mais
alaranjada.
Irão cobrar imposto sobre as reformas o subsídio de
desemprego, dentro de alguns dias quando mais não houver o Banco Alimentar
contra a fome terá de disponibilizar uma lista à Autoridade Tributária para ser
cobrado o imposto da fome a todos os que usufruírem de dois pacotes de arroz um
de massa e três latas de atum dentro dum saco de plástico.
Como
dizia há dias um senador velho deste regime novo nem nos tempos da outra
senhora havia tanta fome, possivelmente andará esquecido que também tem culpas
no cartório, e ainda hoje continua a comer a expensas da miséria em que todos
eles colocaram a grande maioria dos portugueses.
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