segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

FUNDAÇÃO DE PORTUGAL


Afinal…serão cinco

Afinal as fundações a extinguir não serão quatro conforme recentemente fez eco a comunicação social, mas sim cinco. A quinta fundação a ser encerrada é a Fundação de Portugal, com a última sede conhecida no Castelo de Guimarães, onde foram detectadas várias irregularidades.

Desde uma divida em onças de ouro ao papa Clemente II e sucessores com quase 870 anos, o que faz cair por terra o argumento que as dividas das Câmaras Municipais com sete ou oito anos, possam ser consideradas dívidas antigas.

Passando pelos destinos da Fundação de Portugal que estavam sob responsabilidade de vários ministros, ex-ministros, presidentes e assessores, secretários de estado sendo uns da Maçonaria outros do Benfica, até uma amante já reformada de um antigo presidente de junta de freguesia que auferiam vencimentos mensais de alguns milhares de euros, senhas de presença, talões de desconto na gasolina, tickets restaurante, carro com motorista ou Vespa, conforme a pegada ecológica de cada um.

Acabando no relatório do tribunal de contas, devidamente fundamentado, que deita pelas ruas da amargura todos os investimentos feitos desde a descoberta do caminho marítimo para a India.

Ficou decidido que parte do património será entregue á Troika para gestão durante os próximos 14 anos e o restante será oportunamente alienado em asta publica tendo já sido contactados possíveis interessados no Brasil na China e em Angola. A decisão já obteve o efusivo aplauso do presidente da comissão europeia Senhor Doutor Presidente Durão Barroso, e o protesto da Chanceler Alemã, que confidenciou também ter uma divida para pagar á Grécia já com quase setenta anos e espera que eles não se lembrem disso.

A Fundação de Portugal era até agora considerada a mais antiga fundação europeia, pelo que a proliferação de ratos e o cheiro a mofo, começava a ser insuportável para as populações, tendo já originado várias alergias.

Guimarães já altamente penalizada pela extinção da Fundação Cidade de Guimarães, vê agora desaparecer a Fundação de Portugal

OS IMPOSTOS


Os impostos

Conforme se pode ir deduzindo a finalidade da nossa existência para quem desempenha cargos de governação só tem um fundamento: Cobrança de impostos, deixamos de ser pessoas com vidas diferentes para sermos um número fiscal.

Cobram impostos sobre o trabalho, o rendimento, a casa, a utilização dos solos com a passagem de infraestruturas de eletricidade e gás, sobre os esgotos e os resíduos sólidos, pagamos pelas energias alternativas, a rádio e televisão, IA quando compramos o carro novo, imposto sobre os combustíveis, imposto de circulação, propinas e taxas moderadoras, em quase tudo isto e no resto temos que pagar o IVA.

Já pagamos imposto sobre os próprios impostos

Se não forem suficientes os impostos para satisfazer a máquina, cortam o subsídio de natal, o de férias, se não chegar ainda cortam nos ordenados uma percentagem, apenas um dia ou um mês inteiro, se não chegar cortam dois, aplicam uma taxa extraordinária de quatro por cento no IRS.

Mas bondade das bondades anunciam nos telejornais do nosso descontentamento que vão devolver meio por cento, vão devolver meio dos quatro que vão confiscar.

No meio de tudo isto poderíamos pensar que todos estes impostos resultariam em pagamento da divida ao exterior, acerto das contas e principalmente, diminuição da despesa, mas não; o grande objetivo estratégico deste governo ou de qualquer outro que dentro de dias os meses teremos que suportar é unicamente o de voltar ao mercados para pedir dinheiro, mais dinheiro emprestado para sustentarem o aparelho partidário, para se sustentarem e aos amigos, sejam eles de uma tonalidade mais rosa ou mais alaranjada.

                Irão cobrar imposto sobre as reformas o subsídio de desemprego, dentro de alguns dias quando mais não houver o Banco Alimentar contra a fome terá de disponibilizar uma lista à Autoridade Tributária para ser cobrado o imposto da fome a todos os que usufruírem de dois pacotes de arroz um de massa e três latas de atum dentro dum saco de plástico.

                Como dizia há dias um senador velho deste regime novo nem nos tempos da outra senhora havia tanta fome, possivelmente andará esquecido que também tem culpas no cartório, e ainda hoje continua a comer a expensas da miséria em que todos eles colocaram a grande maioria dos portugueses.

AS CONTRAPARTIDAS


As contrapartidas

Hoje em dia quando lhes cortam os salários, os subsídios, os apoios sociais, a saúde a educação as pessoas interrogam-se porque é que foram feitas tantas autoestradas que são pouco menos que caminhos abandonados, porque é que algumas obras custam em milhões de euros o dobro do valor pelo qual foram adjudicadas, porque é que todos aqueles que se passam dos diversos partidos para empresas controladas depois de um ano ou dois de lá estarem veem com indeminizações de muitas centenas de milhares de euros, às vezes até milhões.

É muito simples de explicar.

Se pensarmos um pouco vamos perceber que uma ou duas centenas de militantes filiados com cartão de “sócio,” em cada um dos 308 municípios por esse Portugal fora, que na maior parte dos casos nem as cotas paga há anos, tal como eu, não chegam sequer para sustentar a conta da água e da eletricidade das sedes concelhias dos diversos partidos quanto mais a maquina partidária ou uma campanha eleitoral de milhões de euros.

Mas os partidos para sobreviverem precisam muito mais de milhões de euros, que militantes ou votos.

Essa é a explicação das autoestradas em duplicado, das obras com mais uns quantos milhões de euros em trabalhos a mais, ou a passagem rápida a reformas milionárias de uns quantos privilegiados que tão depressa entraram nas PT´s, nas Caixas, nas Edp´s como depressa de lá saíram com a carteira bem recheada. É daí, é desse expediente que para os partidos do arco da governação, sejam eles uns ou outros, todos mais ou menos parecidos que vem os milhões que mantem os partidos no poder, mesmo que reconhecidamente não tenham capacidade de governação.

Às grandes obras é fácil ir buscar uns milhões, basta aprovar uma quantidade de alterações ou trabalhos a mais, e haver alguém dentro das empresas com quem se possa negociar e, se não houver basta lá ser colocado a tempo e horas. Se a obra tiver sido adjudicada por outra força partidária, é simples, rescinde-se o contrato e adjudica-se de novo, mesmo que isso venha a custar o dobro, e, se não chegar uns trabalhinhos a mais e umas quantas alterações resolvem o assunto.

 Quanto aos privilegiados compulsivamente arredados dos cargos de administração depois de dois ou três anos de intensa labuta, com alguns milhões de euros de indeminização na conta bancária, não pensem que o vão poder gastar todo em lagostas, viagens e roupas de marca, não senhor, uma boa quantidade vai para o partido, e é se quiserem na próxima eleição outro cargo trabalhoso mas muito bem renumerado.

 Quanto ao pagamento de todas estas contrapartidas, isso está perfeitamente assegurado, sem contestação de qualquer força partidária com representação parlamentar no princípio de hoje por mim amanhã por ti.

 O povo paga, quer tenha ou não, mas vai ter de pagar.

A Constituição


A Constituição

De tempos a tempos, em cada legislatura em exercício junta-se um coro de vozes a dizer que o país não vai lá com esta Constituição.

Mas em minha opinião o nosso grande problema, não é termos segundo avalisadas opiniões uma das Constituições mais avançadas do mundo no campo social, no trabalho na educação ou na saúde, nem isso a nós portugueses nos tem valido de grande coisa, para além da miséria a que chegámos.

O nosso grande problema resulta das leis que são promulgadas em cada legislatura, por serem precisamente o oposto da defesa e do cumprimento democrático dos artigos dessa lei fundamental que nos rege, e, nem se pense que as leis e a sua aprovação, são da exclusiva responsabilidade dos vários governos porque não são, além da aprovação em plenário pelos deputados, tem também a promulgação do Presidente da República, deste e dos outros que nos últimos vinte e seis anos têm desempenhado o cargo.

Os governantes apenas tem de se comprometer a cumprir com lealdade as funções que lhe foram confiadas, mesmo que no dia a seguir deitem no caixote do lixo todas as promessas que constavam dos seus programas eleitorais e que levaram a que os portugueses lhe confiassem o voto.

Já o Presidente da Republica, que depois de contados os votos se torna no presidente de todos os Portugueses, no dia da sua tomada de posse jura por sua honra defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da Republica.

A conclusão a que chego sem necessidade de grande esforço intelectual, é a de nem uns terem servido de garante ao cumprimento da Constituição, vejam-se as dúvidas de constitucionalidade cada vez mais colocadas a cada diploma; nem os outros têm desempenhado com lealdade as funções para que foram nomeados, a não ser possivelmente na lealdade a quem custeou a sua chegada ao poder.

Nesta e noutras democracias ninguém chega ao poder única e exclusivamente pela força dos votos, com sustentabilidade pelo seu valor intelectual, pelo percurso de vida irrepreensível…têm chegado ao poder única e exclusivamente pela incompetência do antecessor.

De incompetente em incompetente “lá vamos cantando e rindo”.

 OS MILHÕES do NOSSO DESCONTENTAMENTO    Em 2013 entrei no estatuto de reformado com o valor mensal de 1178,81 euros, era por essa data o ...