quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

 OS MILHÕES do NOSSO DESCONTENTAMENTO   

Em 2013 entrei no estatuto de reformado com o valor mensal de 1178,81 euros, era por essa data o ordenado mínimo 485,00 euros. Fiquei com esse valor de quase 2,5 ordenados mínimos porque descontei à bruta durante muitos anos e ainda tinha a meu encargo uma taxa de sustentabilidade de 3,5% 

Em 2020 o ordenado mínimo é de 635,00 euros e a reforma que recebo mensalmente é de 1237,19, não por aumento, mas porque durante 3 anos também trabalhei por conta de outrem, e fiz os respectivos descontos, ou seja, passei de 2,5 ordenados mínimos para apenas dois.

Nestes anos 2013/2020 enquanto o ordenado mínimo Nacional foi aumentado 31% a minha reforma e de uns largos milhares de portugueses não chegou a ter um aumento de 4% em sete anos ou seja cerca de meio por cento ao ano.

Não é que o ordenado mínimo actual seja uma grande fortuna, mal e porcamente dará, para viver quem dele depender.

Durante estes últimos anos o estado enterrou no conjunto dos bancos 24,2 MIL MILHÕES de euros. Prepara-se para enterrar na TAP quase 4 MIL MILHÕES de euros. Não me vou preocupar a fazer a média que calha a cada português, mas quem do ordenado mínimo vive, pelo menos ficaria com apenas metade ou menos ainda.

Numa empresa normal nos administradores seriam responsabilizados pelos prejuízos e má gestão, no caso presente costumam ter bónus no Natal tanto quanto sabemos.

Por este andamento daqui a 8 ou 9 anos estarei com uma reforma de UM ordenado mínimo ou menos ainda, a não ser que se faça qualquer coisa:

GREVE não vai surtir efeito, ACAMPAMENTO frente á Assembleia da República também não, mas quem tem reformas como a minha ou superiores quando a dita entra na conta bancária se fosse levantada em notas…

Ai não que não ia surtir efeito

Vítor Simião



sábado, 13 de junho de 2020

A NAÇÃO a preço de saldo

MARAVILHAS DA JANGADA de pedra
O BES não ia custar um euro aos portugueses.
O NOVO BANCO vendido a uma sociedade de fundos não ia custar um cêntimo aos portugueses.
A TAP foi vendida para não custar um tusto aos portugueses.
Os CTT foram transferidos para uma entidade que nem chega a ser banco nem correios para não custar nada aos portugueses.
A EDP foi vendida para dar uns milhares de euros a ganhar aos chineses, mas principalmente aos administradores que na verdade não tem os olhos em bico.
Alguns hospitais foram entregues à administração privada para deixarem de somar custos no Serviço Nacional de Saúde...alguns até já foram devolvidos.
Depois:
Pela calada da noite, ou em plena luz do dia, chega uma epidemia, pandemia ou simplesmente CoVid19 com nacionalidade chinesa ou talvez não, essa sim para custar aos portugueses e a outras nacionalidades primeiro vidas, depois desemprego, mais tarde custará austeridade. Havemos de pagar todos os milagres desta governação, assim como já pagamos de outras.
Para ajudar esta festa sem ajuntamentos, arraiais e sardinhas assadas há por aí empregados em layoff que nem são de empresas que ficaram sem facturação, porque já a não tinham, assim com nunca a tiveram; apenas tiveram e têm despesas sem vendas nem lucros.
São, a empregada da cozinha e da casa, o homem que trata da criação e da agricultura, o motorista dos recados de casa, porque na Segurança Social estão inscritos como outra coisa qualquer, nunca dependeram do resultado do negócio.
Transfere-se para o Brasil 10 000 euros diários em dias sucessivos para não dar nas vista no Banco de Portugal, provavelmente até poderiam transferir vinte ou trinta mil euros diariamente que o BdP também não iria dar por isso como não deu, nem dá pelos milhões que semanalmente passam para contas offshore.
Mas apesar de tudo há uma coisa que o governo, este ou outro que venha a seguir nos vai apresentar a cada um de nós, os que pagamos ou já pagámos IRS a conta de todas as falcatruas devidamente certificadas.
Vitor Simião 13-06-2020

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Acordo ortográfico, NÃO

Acordo ortográfico, não gosto, nunca gostei


Foi apresentado como forma de unir os utilizadores da língua portuguesa porque os outros milhões eram mais do que os humildes dez milhões que por aqui vão estando até que um qualquer vírus nos venha dizimar, ou esta jangada de pedra se afunde.
Não gosto quando um qualquer corrector ortográfico teime em alterar o que escrevo, quando exponho uma ideia na minha página do FACEBOOK, ou num escrito em página de EXCEL.
Temos Luís de Camões, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, mas também Jorge Amado,
Cecília Meireles ou Carlos Drummond de Andrade, escritores todos da língua Portuguesa.
Temos Ensaios, Romances, Poesia, Teatro escritos todos muito antes do famigerado acordo ortográfico ter sido impingido por politiquismo, para quem o mais importante não é, nunca foi ou será, a defesa da língua ou da escrita em português
Os de Angola continuam a escrever como sempre escreveram, os brasileiros também, com acordo ou sem ele a maioria não percebe patavina do que dizemos mesmo quando falamos o mais devagar que nos é possível.
Os Caboverdianos continuam no seu Crioulo e os Timorenses em Tétum.
Nós os que ficamos à beira mar plantados alteramos para uma linguagem em que as palavras chegam a ficar descontextualizadas.
Possivelmente grande numero dos consumidores de Pessoa, Camões ou Espanca são Brasileiros de um escalão de literacia mais evoluído, continuarão a consumir e entender como foi escrito sem necessidade de um qualquer acordo ortográfico para entenderem o que foi escrito. 
Não gosto de ser incomodado por correctores ortográficos. 
Termino com as palavras de Fernando Pessoa: 

 "Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem"



                                                                                                                                      

quarta-feira, 15 de abril de 2020

UMA NOVA OPORTUNIDADE 

Desta vez foi uma epidemia de saúde a nível mundial, que também aqui chegou com força de destruição implacável, em Verões passados foram fogos que queimaram milhares de hectares, destruíram habitações dizimaram vidas de pessoas e animais. Num passado inverno a força do mar destruiu instalações portuárias necessárias ao abastecimento de ilha açoreana. Noutro causou uma vaga de destruição e mortos na ilha da Madeira.
Talvez num futuro próximo outra qualquer pandemia ou um catástrofe provocada pela natureza se abata sobre este planeta e por simpatia também sobre este cantinho à beira mar plantado.
Quando chegam, sempre sem avisar, quase nunca os meios, as pessoas os planos estão prontos para serem postos em pratica, para rapidamente se entrar no combate.
Encomendam-se no estrangeiro medicamentos e equipamentos a preço que forem aqueles que o produtor ou o fornecedor quiser. Descobre-se nessa altura que não há pessoas em numero suficiente para suprir as necessidades. Reúnem-se  os políticos, os técnicos, os sectores apressadamente, para pensar por onde se vão dar inicio as hostilidades.
Quando acontece qualquer coisa repentinamente quase nunca a sociedade civil está em condições de entrar em cena de imediato para resolver a catástrofe.

UMA  VELHA SOLUÇÃO 

Temos Exercito, Marinha e Força a Aérea, cada uma destas vertentes com capacidade e prontidão para entrar no activo em pouco mais de 24 horas conforme a distancia e o tipo do acontecimento.
Temos Hospitais recentes com pisos encerrados e outros desactivados por contenção de despesas no ministério das finanças. Temos hospitais militares desactivados facilmente reactivados em poucos dias. Temos laboratórios militares a meio gás e com capacidade para muito mais.
Industria de fardamentos facilmente reorganizada para produção de equipamentos especiais de protecção.
Temos industria neste país capaz de  fazer automóveis (Citroen e VW ), e aviões (EMBRAIER), moldes para todo o mundo,em tempos idos já fizemos super-petroleiros.
Bastava repor um exercito funcional para em conjunto com a área de Engenharia Militar acudir rapidamente a qualquer necessidade. Um exercito mais vocacionado para força de Apoio e Emergência. Para cumprir as obrigações de segurança internacionais apenas são precisos dois ou três pelotões
Uma força aérea com meios para combater incêndios deslocar pessoas a distancias maiores, fazer abastecimentos em locais difíceis.
Uma marinha que não fosse apenas e só de barcos preparados para a guerra ou submarinos, que não sei se hoje, ainda estarão operacionais.
As forças armadas não serão panaceia para tudo, mas seriam uma força de rápida operacionalidade na maior parte das situações.
Vítor Simião







domingo, 5 de abril de 2020

Temos de produzir o que importamos

EPI Hospitalares

A industria portuguesa com competência e equipamento para tal está a seguir as indicações governamentais e a fabricar produtos de protecção para a pandemia vigente COVID19.
Aquilo que tem aparecido no mercado tem na quase totalidade procedência chinesa, vem em aviões fretados às toneladas e mesmo assim em quantidades muito abaixo das necessidades.
O Secretário de Estado em conferencia de imprensa da hora de almoço anuncia a criação de uma plataforma online, onde já há cerca de 100 empresas inscritas e, outras se podem inscrever para fazer luvas, mascaras, fatos e botas de protecção.
Para cumprir as normas exigíveis informa também que os produtos terão que ser aprovados pelas entidades competentes ou seja mais especificamente, inscrição no PORTAL DO LICENCIAMENTO, INFARMED, ASAE, PORTAL DA INSPECÇÃO e outros que uma eventual busca na NET nos apresenta.

Tudo isto poderia parecer muito simples a não ser:

E depois dos equipamentos produzidos submete-los a aprovação, a certificação a plataformas de encomendas, esperar pelas autorizações e certificados...
O COVID19 irá naturalmente passar, mas com a velocidade que são despachados os processos industriais em portugal, são estudados, autorizados e licenciados talvez os equipamentos que já estão em produção possam vir a ser úteis para o COVID 22 ou 23 ou venham a ficar simplesmente nas prateleiras em detrimento dos que continuarão a ser importados da China de TAIWAN ou qualquer outra procedência oriental.
Vítor Simião



domingo, 29 de março de 2020

O Tempo do Tempo

Nem sempre o tempo que temos nos deixa tempo para fazer o que ainda não fizemos.
Mas, agora em quarentena forçada temos tempo para voltar às palavras, saímos pouco, mas as noticias minuto a minuto, entram casa dentro com o tema, sempre o mesmo tema: COVID19.
Este vírus segundo as palavras da secretária de estado da área da saúde é um vírus muito inteligente, eu acrescento, pelos vistos muito viajado, mas efectivamente desconheço qual o QI do referido.
Também não estou muito preocupado nem com a inteligência do dito, nem com o meio de transporte que usa, penso que seja o avião e talvez a maior parte das vezes em classe executiva.
já outros houve, que foram debelados, talvez não tivessem a inteligência deste, ou talvez este tenha uma INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL que algum cientista lhe tenha introduzido, fosse qual fosse a razão.
Uma coisa é certa, durante o século XX vários vírus dizimaram pessoas, umas vezes mais outras vezes menos, mas nenhum como este contaminou a economia e o modo de viver.



 OS MILHÕES do NOSSO DESCONTENTAMENTO    Em 2013 entrei no estatuto de reformado com o valor mensal de 1178,81 euros, era por essa data o ...