quarta-feira, 21 de outubro de 2009

HISTÓRIAS DA BEIRA TEJO

De tempos passados, recordo, quando chegado o Outono, o Tejo no seu ciclo anual de vida galgava as margens inundando a lezíria, obrigando á retirada do gado possível, ficando outro refugiado nas ilhotas deixadas pelo remanso das águas. A minha imagem desse Tejo transformado em mar era retida nos campos da Golegâ e da Chamusca, quando o Tejo ainda nos deixava a possibilidade de atravessar o Dique dos Vinte para observar essas cheias que eram também desejadas por quem tinha a agricultura por modo de vida.
Nesses tempos passados, tive o prazer de poder ler Os Esteiros, um livro que me transportou a uma outra margem do Tejo, uma margem que desconhecia mas que ficou gravada na minha memória pela força das palavras de Soeiro Pereira Gomes.
Era apenas uma história de vida de jovens, da beira Tejo, talvez com quase a minha idade, que tal como eu, tinham a esperança possivel desses tempos rudes, onde as pequenas coisas eram um jogo de vida, onde os recantos que a vila de Alhandra deixava livre ao Tejo era como um castelo de brincadeiras, mas sobretudo margens de criar amizades de aprender sentimentos.
Um dia á beira desse Tejo, nessas margens de Alhandra onde autrora a vida teve a rudeza própria de quem tem de ganhar o pão que o Diabo amassou...Olhei o remanso das águas que se encaminham para a foz e descobri que esse castelo de brincar ainda lá existe quando podemos ter a caminhar a nosso lado alguém que nos acica o sentimento de amizade, nos transmite a calma que as águas reflectem agora nesta época em que as cíclicas cheias são apenas passado.
Mas sobretudo, o gostar de quem, nos faz querer muito, viver o futuro...Como sendo o inicio de uma outra HISTÓRIA DA BEIRA TEJO de um livro ainda não editado mas que começou precisamente onde um dia brincaram o Gaitinhas o Gineto e o Sagui.

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