Acordo ortográfico, não gosto, nunca gostei
Foi apresentado como forma de unir os utilizadores da língua portuguesa porque os outros milhões eram mais do que os humildes dez milhões que por aqui vão estando até que um qualquer vírus nos venha dizimar, ou esta jangada de pedra se afunde.
Não gosto quando um qualquer corrector ortográfico teime em alterar o que escrevo, quando exponho uma ideia na minha página do FACEBOOK, ou num escrito em página de EXCEL.
Temos Luís de Camões, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, mas também Jorge Amado,
Cecília Meireles ou Carlos Drummond de Andrade, escritores todos da língua Portuguesa.
Temos Ensaios, Romances, Poesia, Teatro escritos todos muito antes do famigerado acordo ortográfico ter sido impingido por politiquismo, para quem o mais importante não é, nunca foi ou será, a defesa da língua ou da escrita em português
Os de Angola continuam a escrever como sempre escreveram, os brasileiros também, com acordo ou sem ele a maioria não percebe patavina do que dizemos mesmo quando falamos o mais devagar que nos é possível.
Os Caboverdianos continuam no seu Crioulo e os Timorenses em Tétum.
Nós os que ficamos à beira mar plantados alteramos para uma linguagem em que as palavras chegam a ficar descontextualizadas.
Possivelmente grande numero dos consumidores de Pessoa, Camões ou Espanca são Brasileiros de um escalão de literacia mais evoluído, continuarão a consumir e entender como foi escrito sem necessidade de um qualquer acordo ortográfico para entenderem o que foi escrito.
Não gosto de ser incomodado por correctores ortográficos.
Termino com as palavras de Fernando Pessoa:
"Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem"

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